Procurar
o que falta em você em outra pessoa é perigoso. Costumamos agir assim,
procuramos o que imaginamos faltar na gente, e imaginamos erroneamete que o
outro tenha, buscamos inconscientemente suprir o nosso vazio existêncial.
Esperamos que o outro tenha essa solução “mágica” de nos completar, ilusório
sentimento, somos seres faltantes, nada nem ninguém poderá nos completar
inteiramente!
Amar
completamente e cegamente uma outra pessoa pode ser um erro. Não me tomem como
pessimista, mas analiticamente o amor é sim uma construção de pares, de
esforço, de investimento, se um dos dois parar de desejar esse outro, o amor
acaba! Assim existe uma linha tênue entre sentir amor e sentir que o outro já
não nos completa mais.
Contudo
e felizmente não somos monogamicos internamente, não amamos uma única pessoa
como alguns Pinguis que na maioria das espécies se acasala uma vez ao ano,
durante as estações mais quentes. Ao longo da estação reprodutiva, os casais
permanecem unidos, podendo, ou não, se reencontrar na próxima estação.
Podemos
com isso superar uma desilusão, continuar, investir num outro amor. Não vejo
como uma troca de amores, mas talvez como uma possibilidade que nós mesmos nos
damos! Não podemos passar uma vida seguindo um fantasma ditado por uma
frustração. Podemos erguer a cabeça, nos percebermos melhor como pessoa que
merece sentir-se amado e seguir!
Tiago Murilo
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