sexta-feira, abril 13

Permitir, experimentar!

     Às vezes precisamos fechar os olhos para algumas coisas para podermos enxergar outras, vejam meu caso, fazia algum tempo que não parava de seguir meu Facebook, Twitter e afins. E que descoberta, eu sobrevivo! Sim sobrevivi ao não ter que ver o que as pessoas estão falando sobre o que quer que seja. Nossa geração é sedenta por informações e novidades, mas será que isso tudo nos ajuda a sentir mais inteligentes e astutos? 
     Será que temos nos possibilitado a experimentar? Sim descobrir o que há de novo? Não digo apenas fora da vida on-line, mas de toda a nossa experiência enquanto sujeitos responsáveis pelas nossas vidas? Não me assusta o fato de sermos limitados, o que me assusta é a demora de como assimilamos o fato de que mesmo tendo ao nosso favor vários meios de comunicação e redes sociais, ainda não conseguimos vencer a nossa solidão. Somos sozinhos e  buscamos o que nos preencher, tentamos encontrar nossos grupos, do que dar risada, do que não rir, do que criticar e do que ser apenas passivos.
     O fato é que passamos tanto tempo sendo expectadores de nossas vidas, que quando o filme fica menos interessante, percebemos que todos aqueles sonhos engavetados estão ficando para trás, e que o não conseguimos ter mais os olhos de uma criança que reinventa seus dias todo dia, usando fantasia e criando seu mundo! Perdemos a capacidade de nos surpreender, de chorar abertamente, de sentir com clareza. Ganhamos defesas, nos defendemos de um novo amor, para que a dor de uma nova perca não nos subtraia o pouco de amor próprio que nos restou, defendemos de ser o que somos com medo do que os outros vão pensar, defendemos dos nossos sonhos por medo de encontrá-los e termos que mudar uma vida toda já tão concreta e cristalizada, defendemos do simples fato de rir da gente mesmo quando algo não dá certo porque o nosso egocentrismo já nos controla, enfim defesas e defesas que nos mantêm no mesmo lugar em que estamos sendo seja lá quem somos.
     Vou começar a abrir mais a cortina das minhas janelas interiores, preciso ver o que se passa aqui dentro para poder ver melhor o que se passa lá fora. Se descobrir algo novo, que seja para acrescentar, que eu me permita, somente permita. Quando a música começar que eu mude-a se não gostar e se do contrário que dance, dance como um ultimo festival. Agora posso twittar isso?


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