Nesse texto quero dar um outro sentido para a palavra espera, não quero justificar que esperar não seja angustiante e que cria ansiedade, sim ela nos deixa com vontade de saber o que vai vir a ser de nossas vidas, mas nós ainda não temos a capacidade de descobrir o que seremos, o que faremos, quem amaremos e então apenas esperamos. A espera pode ser vista como uma pausa, um tempo para que possa acontecer algo, e muitas vezes a pausa já é um acontecimento e não nos damos conta disto! Sim um acontecimento, para revelarmos o que esperamos da gente mesmo, é um encontro com o nosso eu, uma euforia de ser ou não ser, um ápice de buscas, um divã individual de reflexões. Sim a pausa constitui um não agir, mas um não agir em movimento. O que esperamos sempre está ligado há sonhos e expectativas, há acontecimentos que em prática ainda não ocorreram, mas que torcemos arduamente para sua aparição!
Para se buscar, temos que ter consciência do que queremos, e para conseguir temos que colocar o nosso desejo em ato, ato em prática, criando tinta em arte, e arte em abstração. Somos o que pensamos? Em criação o somos, e o esperar se encontra no meio disso tudo. Contudo nem sempre sabemos o que esperamos, usamos de sonhos e incógnitas para ter maior esperança em nossas vidas!
A espera pode ter duas facetas, uma espera passiva, aquela que não se sabe o que espera mas continua a esperar, um amor que não existe mas o espera. Ou então a espera em atividade, aquela que se investiu para se dar, aquela com nome e sobrenome, com estrada já trilhada anteriormente para um dia se chegar, amor próprio com achado de amor exposto!
A espera não se é toda ruim, não é parada, é meio! É o hiato do vir a ser, é o que pode acontecer. Não temos escapatória dela, todos um dia esperamos, esperamos não sair do útero materno, esperamos um grande amor ocorrer, esperamos a dor cessar e assim vamos esperando e vivendo e acontecendo!
Tiago Murilo
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