quarta-feira, julho 7

Vinte anos sem Cazuza


Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara



Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para






Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta


A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos

O tempo não para




O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado 

Um comentário: