segunda-feira, julho 1

Quem dera, quem era, que erra há eras


Eu tenho uma insensatez tenaz, quem dera quimera pudesse esbravejar, jogar, jorrar, urrar, amar... Quem dera, quem dera... Usar de ti, sua vulgaridade, abarcar em mim, minha vulnerabilidade. Intensificar a loucura, minha clausura, meu absorto pensamento envolto de uma tentativa sensata de não desvencilhar a mente do coração, mas não, não é possível, é improvável tal ação, meu bom. Bom. Bem. A quem quero enganar? Quem dera outrora pudera ganhar sem lutar... Se tive a chance... Não a tenho mais. Insensato é fato, o ato de iludir em ti, em mim, assim... Quem dera... Quem dera minha alma pudera ser livre em paz e em guerra...

Do Théo Borges que escreve com uma articulação fascinante!

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