Em épocas de Reality shows que mostram o quanto somos voyeur, gostamos tanto de sermos vistos que o Orkut se foi, já que o Facebook tem mais ferramentas, para além de podermos nos mostrar, contarmos como somos “perfeitinhos”. Será que o somos, ou estamos vendendo um peixe? Conto de pescador desesperado, o que vendemos é uma fantasia traçada do que imaginamos querer ser, do que queremos mostrar! E às vezes fantasiamos tanto que entramos na brincadeira, daí não sabemos mais o que é fantasia e o que é real. Pois é, tempo de superficionalidade!
Não digo que não valorizo a beleza, mas para mim a beleza se constitui sob vários fatores, o que é bonito de ser visto somado ao que é bonito de ser convivido, e o que é comigo vivido é algo de troca, de falar de si com sinceridade, de experimentar baixar a guarda, da expressão sem vergonha, da perna descruzada, da atenção bem resolvida, do sorriso frouxo, da pele que se arrepia e do desapego apegado.
O que é engraçado nesse jogo de mostro o que imagino, é que mesmo fazendo um grande esforço para demonstrar o que queremos que as pessoas vejam, quando de frente a tal pessoa, a máscara cai, e nem tudo é como no perfil do website, como já disse Freud “Nenhum ser humano é capaz de esconder um segredo. Se a boca cala, as pontas dos dedos falam.”
Deixo por fim um pedido aos perfis das redes de relacionamentos: Seja mais você e menos repetições mal resolvidas daquilo que você imagina ser bom! Será isso, ou tomar vários “bons drink” ou ainda ver se a “Luiza voltou do Canadá”!

Nenhum comentário:
Postar um comentário