terça-feira, novembro 22

Aquele olhar...

Chego a perceber quando olho pra você que o tempo parou naquele instante,
não foram as córneas tão pouco as pálpebras, 
era talvez o que poderia vir a ser daquele simples, porém, estimulante olhar. 
Aquele pedaço de tempo, que rápido se fez e atingiu o mais inconsciente dos desejos.


Me despiu, tirou as roupas, a pele, e chegou em meus pensamentos. 
Pensei que não iria resistir e ali me diluir.
Contudo cara a cara me mantive e retribui com timidez o gesto puro e liberto,
apenas o olhar. 


Idéias me instigaram, isso é fato, 
mãos se congelaram, 
boca se molhou, sentidos aguçaram mas o corpo descoordenou. 
Como pode? pergunto eu, um simples gesto, me desarmar?


Mas me recordo, que este singelo gesto não é apenas um término, 
mas a intermitente chance de aglomerados acontecimentos que estão em expectativas guardados,
manifestando agora neste lapso olhar! 

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