sábado, setembro 3

Amizades fast-food


Como já postei em outros textos vivemos em um mundo de prazeres imediatos, de pessoas que valorizam mais o ter do que o ser e, além do mais de relações superficiais. As amizades muitas vezes são pautadas por esses mesmos conceitos, seja as virtuais ou as “reais”, estamos vivendo num grande fast-food (comida rápida) de amizades, no qual a comida (amigos) são temperados de vários tipos de futilidades, os apimentados que adoram falar da vida alheia pois não conseguem perceber suas próprias mediocridades, os com gosto de chuchu que ninguém sabem porque estão ali mas estão, os com gosto de peixe que são uma delicia de saboreá-los mas vira e meche podem te espinhar, os azedos que não preciso mencionar as conseqüências, bom existe várias nuances de temperos que não vou conseguir relacionar todas. Mas o fato é de que ninguém está livre de saborear temperos amigos indigestos, ou seja, temperamentos, traços de personalidades, comportamentos que vão te ferir.

O que estou tentando apontar aqui é o como degustar amigos indigestos? Como lidar com traços de personalidades nada atraentes em nossos amigos? Caro amigo, novamente não tenho formulas, tenho apenas a convicção do conhecimento próprio de si! Cada sujeito tem seus próprios mecanismos para lidar com seus amiguinhos. Alguns quando feridos, se rebelam e se armam com fofoquinhas tentando dessa forma deixá-lo mal com os outros amigos, há os que batem de frente e tentam encarar as diferenças por meio de conversas entre tese e antítese pra virar uma síntese, os violentos polimorfos frustrados que não sabem como lidar com suas emoções então procuram violentar o outro para tirar o peso do sentir, os que não falam nada e explodem por dentro, os que sempre estão em cima do muro pra tudo, os que não aceitam nada fora a própria opinião, e por aí vai...

O que tendemos a fazer, vivendo num mundo de imediatismo, é retirar aquilo que nos atrapalha, então quando conhecemos alguém e percebemos que aquela pessoa tem algo que não nos atrai, é logo ir deixando ela de lado, nos esquivando até ela não mais existir em nosso mundo. Contudo esse mecanismo não propicia amizades com nível de afetividade fecundo, pelo contrário, o que temos é uma gama de amigos “para festas”, aqueles que só os vemos em festas regadas a bebidas e cigarros! Mas e daí “a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?” Resta com isso a solidão, sentimento que se dá mesmo estando rodeado de pessoas.

Um estudo de 2006 da revista American Sociological Review descobriu que os estadunidenses tem, em média, dois amigos próximos com quem trocam confidências, abaixo da média de três encontrada numa pesquisa similar em 1985. O percentual de pessoas que declararam não ter amigos confidentes cresceu de 10 para quase 25%, e 19% adicionais disseram ter somente um único amigo confidente (geralmente o cônjuge), aumentando o sério risco de solidão no caso do fim de tal relacionamento.(http://pt.wikipedia.org/wiki/Solid%C3%A3o)

Por outro lado temos que ter a sensibilidade de escolher nossos amigos, porque é claro que existem pessoas que não se adéquam ao nosso estilo de vida, mas muito além disso, existe aquelas que e só pensam em nos destruir, seja por vaidade ou inveja elas caro amigo, elas existem! Seja um traço de personalidade perverso, mas elas estão ali, então, preste muita atenção a comportamentos repetitivos, como: Ficar com aquela pessoa que você tanto queria conhecer e pedir desculpa depois, ou então, sempre te interromper em suas conversas com seus outros amigos, ou ainda, lembrar de você apenas quando precisa. Esses tipos temos sim que cortá-los de nossas vidas, eles não vão acrescentar em nada e ainda corremos o risco de investir energia psíquica em questões desnecessárias em nossa existência. Assim, é necessário saber separar o que ou quem nos faz bem e quem não! Dizer sim é tão significativo quanto não aceitar tudo ou a todos. Caros amigos usem filtro em suas amizades!

Bom, pra encerrar só queria lembrar que amizade é algo para ser bom, é um encontro pra compartilhar vivências, angustias, satisfações e sonhos. Acredite que você pode ter vários amigos, mas acredite mais firmemente que você pode ter bons amigos, só basta usar o bom senso!

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