quarta-feira, maio 11

Qual a medida certa para sentir prazer?

Autor(a) Viesturs Links
   Num outro dia você acorda com a "cara" toda inchada, com um bafo que até você não aguenta, ainda trajando  as roupas da noite anterior, e logo pensa, nunca mais tomarei um "porre" em minha vida! Promessa inatingível. Essa questão de encher, transbordar, ultrapassar, faz parte do pensamento atual do qual "tomamos" posse, o pensamento do excesso para atingir o orgasmo cósmico. 
   Mas qual a medida certa? Cada sujeito sabe de suas medidas, o que acontece muitas vezes é que ele quer superara-las, até quando esse ultrapassar pode coloca-lo em risco de vida. Mesmo com a "lei seca" o índice de acidentes auto-motivos causados por excesso de bebidas alcoólicas continua alto. 
    Acredito que as pessoas estão esquecendo dos pequenos prazeres da vida cotidiana, quando tomar uma taça de vinho com aquela pessoa equivale ou sobressai a uma micareta regada a litros de cerveja e a vários beijos com pessoas nunca vistas. 
   Não leitor, não sou nenhum puritano, longe disto. Já tomei várias doses de vários prazeres atuais, e acredito que em alguns momentos vou continuar tomando-os mais do que deveria. Mas como sou um incrédulo em convenções baseadas em ditames sociais, prefiro ao meu alcance analisar qual a minha medida certa para a busca do prazer. No meu caso, vez enquando permito-me dormir até meio-dia, pra mim não existe prazer maior. 
   Penso que ao invés de as pessoas buscarem prazer em convenções como, orgias, excesso de bebidas e variáveis de drogas ilícitas, elas poderiam encontrar o que realmente eleva o prazer pessoal para outra dimensão. Não seria isso o que os orientais nos ensinam a milênios? 
   Bom um espacinho só pra lembrar drummond...

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?      

Um comentário:

  1. Ti, meu amigão, que saudades!!
    Concordo com vc, muitas vezes somos levados à insanidade pela cultura dos excessos e muitas vezes nos esquecemos de que os verdadeiros prazeres estão nas pequenas coisas do dia-a-dia, nas pessoas que amamos... Procuramos ideais inatingíveis, ditados socialmente, tornamo-nos infelizes e frustrados pq nunca conseguiremos alcançá-los... E perdemos os melhores momentos de nossa vida que estão no agora, no que temos à mão.
    Quiçá a humanidade se conscientize disso e (re)comece um caminho de volta...

    Beijos saudosos
    da Ana

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