terça-feira, novembro 23

Retrocesso


O que ando procurando não tem nome
É indivisível
Nem sempre está em lugares similares
Constante mas nem sempre manuseável

Quanto desejo existe para viver em demasiado vazio?
Quantas lembranças terei que esquecer para continuar?
Desejo comum
Solidão
Parada e nada me abala
Embala

Gosto
Beijo da felicidade
Sexo
Busca do outro

Quantas bocas terei que beijar?
O que me ampara nessa busca?
Solidão
Já é tarde
A noite chega para mais uma aventura onirica
Dá espaço para claridade do aconchego

Tudo é vazio
O cheio é irreal
O todo é demasiado
A dúvida é retrocesso
O começo é passado ao retorno presente

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