Quando me encontro com pessoas esfuziantes, inconvenientes, desrespeitosas, o primeiro pensamento que me aparece é: O medo de ser igual. Tenho o maior receio de me deparar com alguma atitude de uma pessoa e recordar que por algum motivo já agi daquela maneira. Um ponto importante nesta costura é que enquanto seres em constante mudanças, podemos sim nos deparar com pessoas que mexem tanto com o nosso sentir que desencadeiam uma grande raiva do outro, mas que no fim, se elaborarmos o bordado nada mais é do que um reflexo de nosso próprio passado de uma história que não foi resolvida.
Admito que em certos momentos o veneno escorre do canto da boca, tentando esmagar com a maior astucia a pessoa indesejada, parece que se não o fizer seria como engolir o próprio veneno e esperar que a morte venha. No entanto existem pessoas que de tão venenosas, acabam como que se acostumando com suas presas, e preferem com isso atirar suas questões tóxicas no outro. No qual o produto químico de tal veneno é formado por angústia do se perceber no outro, resistência de se conhecer e ainda fuga dos próprios problemas. Colocar veneno no outro é assim uma maneira de resistir a nossas próprias faltas. Assim falo do outro para não precisar me perceber e lidar com as minhas próprias angústias.
O que não percebemos cara cobrinha é que quando agimos apenas para intoxicar o mundo estamos a penas resistindo em enxergar os nossos próprios fracassos. Qual a medida certa de veneno? Acredito que é talvez aquela que você não passe a acreditar na própria fantasia, pois às vezes o veneno é tão forte que acabamos por entrar num estado de ilusão, e com isso não damos conta de retornar o foco para aquilo que temos de mais importante, a nossa própria consciência!

Tá aí, gostei. Chegar a esta percepção exige muito trabalho de auto conhecimento e sensibilização, infelizmente, hoje em dia é cada vez mais raro encontrar pessoas que se disponibilizem a esta tarefa. Ainda bem que existem pessoas como vc Ti que ainda nos levam a questionar sobre isso... ótimo post!! Bjo bjo da Ana
ResponderExcluirMuito obrigado Ana, tenho a convicção de que trabalhar o autoconhecimento não é uma tarefa fácil, mas contudo, necessária para uma melhor percepção de nós mesmos! beijos
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