quarta-feira, outubro 13

Bolsa de Grife

Comprei uma bolsa de grife, mas ouçam que cara de pau.
Ela disse que ia me dar amor, acreditei, que horror.
Ela disse que ia me curar a gripe, desconfiei, mas comprei.
Comprei a bolsa cara pra me curar do mal
Ela disse que me curava o fogo, achei que era normal
Ela disse que gritava e pedia socorro, achei natural

Ainda tenho angústia e a sede. A solidão, a gripe e a dor. E a sensação de muita tolice nas prestações que eu pago pela tal bolsa de grife.

Nem pensei, um impulso pra sanar um momento. Silenciar, barulho. 
Me esqueci de respirar.
Um, dois, três
Eu paro.
Hoje sei que nem tudo será
Escrevi meu colar, dentro, o que procuro

Ainda tenho angustia e a sede. A solidão, a gripe e a dor. 
E a sensação de muita tolice nas prestações que eu pago pela tal de grife.
Meu amigo comprou um carro pra se curar do mal.


Vanessa da Matta


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